quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Ilustrações do Reino de Deus


Ilustrações do Reino:

Certa vez, a onça e o gato estavam conversando. O gato em cima da árvore e a onça no chão. Então a onça pediu: “Gato, eu sou meio bobinha. Ensine-me as suas espertezas”.
O gato concordou, e ensinou para ela a correr, a miar, a subir em árvore, a caçar, a pular para frente... Tempo depois, a onça estava em cima da árvore o gato lá embaixo.
A onça estava com fome. Então ela pensou: “Eu vou comer este gato”. E pulou em cima dele. Mas o gato deu um pulo para trás e escapou.
A onça então lhe disse: “Este truque de pular para trás você não me ensinou!” O gato respondeu: “Claro! Se eu lhe tivesse ensinado, você teria me devorado agora!” Daí surgiu o provérbio: “O pulo do gato”, para designar uma esperteza maior que as dos outros.
Você está convidado ou convidada a aproximar-se mais de Jesus Cristo, pois ele tem o pulo do gato para lhe ensinar. Assim, você não só se livra das onças do mundo, mas poderá ajudar outros a fazer o mesmo. Um abraço. Pe. Fróes.

Olá estamos de volta!!!


Caríssimos amigos, estamos de volta....

Devido aos muitos afazeres em nossa Paróquia São José Operário em Jardim Catarina estamos na medida do possível postando algumas novidades.

Deus abênçõe a todos!!!

Pe. Fróes

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Série: Ano Litúrgico


A Dinâmica do Tempo da Quaresma e da Páscoa
(Pe. Marcelo Fróes – Liturgista)

Queridos irmãos,

A liturgia é a celebração do Mistério Pascal de Cristo. Em volta deste núcleo fundamental da nossa fé, celebramos o Ano Litúrgico que foi se organizado para manter viva a memória do Ressuscitado na vida de cada pessoa e de cada comunidade.

O Ano Litúrgico “revela todo o mistério de Cristo no decorrer do ano, desde a encarnação e nascimento até à ascensão, ao pentecostes e à expectativa da feliz esperança da vinda do Senhor” (SC 102).

O Ano Litúrgico não tem começo nem fim. Ele é tanto “fim” quanto “começo”.

Neste artigo vamos trabalhar a dinâmica do tempo da quaresma e da páscoa.

Tempo da Quaresma

É o tempo de retomar o caminho do evangelho, tempo de reavivar o primeiro amor e, nos preparar para a renovação das promessas batismais na Vigília Pascal. É tempo de renovação,de conversão,de “morte ao pecado”,para que possamos ressurgir para uma vida nova com Cristo na sua Páscoa.

 Dinamismo do tempo da quaresma:

 A quaresma inicia na quarta feira de cinzas e vai até a missa da Ceia do Senhor com a qual se inicia o tríduo pascal.
 São 40 dias em que somos convidados a viver o mistério de Jesus no deserto, na oração pessoal e comunitária, escutando a palavra de Deus, deixando que purifique a nossa fé e nos afaste de tudo o que nos impede de viver a radicalidade do discipulado.
 Também o povo de Deus fez esta experiência de deserto para na terra prometida.

 Tempo de jejum:

Apresentado nas Escrituras e na tradição das comunidades como gesto da liberdade dos filhos e filhas de Deus e como sinal da espera vigilante do Senhor. Sinal de um caminho de “verdadeira conversão”.

 Tempo de caridade – No Brasil a cada ano a CF nos convida a um gesto concreto, para contribuir com a nossa parte na construção de um mundo mais justo e fraterno, como Deus sonhou para seus filhos e filhas.
Ter amor e compaixão, abrir o coração para os irmãos necessitados, excluídos, injustiçados...

O ano “C”, com textos de Lucas, coloca em relevo a misericórdia de Deus e o convite para acolhê-la. A conversão do coração. Duas leituras do AT – tratam do tema batismal da profissão de fé. (Quaresma penitencial).
Nos três anos (A,B,C), a primeira leitura conta os grandes momentos da história da salvação e da caminhada do povo eleito: a criação e o pecado do homem; vocação de abraão, o sacrifício de Isaac, a vocação de Moisés para libertar o povo, o dom da água no deserto, a entrega da Lei; a unção de Davi; a promessa da volta do exílio feita pelos profetas; a páscoa na terra prometida e a ressurreição do povo.

 Lembretes, sugestões:

. Neste tempo não se canta o glória e o aleluia.
. Salmos característicos da quaresma:
51(50), 91(90);
. Outros cantos:
. Clama em alta voz...,
. Como raiar, raiar do dia...,
. Dizei aos cativos...,
. Eis o tempo de conversão...,
. Eu vim para que todos tenham vida...,

A cor litúrgica é o roxo. O espaço da celebração fica mais despojado, sem flores (menos no quarto domingo).
. Não se canta o glória, nem o aleluia. Os instrumentos musicais ficam reservados apenas para acompanhamento dos cantos litúrgicos.
. O que predomina é o silêncio, como um convite à oração.
. O ato penitencial pode receber um destaque maior como anúncio da misericórdia de Deus. Pode ser enriquecido com o rito de aspersão da água recordando o nosso batismo.
. A cruz ganha destaque. Pode entrar na procissão de entrada todos os domingos. As celebrações da penitência e da via-sacra ocupam um lugar importante neste tempo.

Durante a liturgia quaresmal, as leituras bíblicas, cânticos e orações, gestos e silêncios ressoam em nós como convite à conversão.
Fazendo memória da salvação que já se realizou em cristo pelo batismo, somos chamados/as a perceber o que nos falta para viver de acordo com essa salvação.
As imagens que aparecem na liturgia quaresmal falam de renascer, o que implica morrer à maneira do grão de trigo que para dar fruto terá que morrer no chão.
Por isso, a cruz é o segredo do amo que se torna capaz de dar a vida.O amor,a qualquer preço,é um testemunho capaz de gerar a vida.

 Ciclo de leituras para o tempo da quaresma – Ano C:
1º domingo - Lc 4,1-13 - Tentação de Jesus - Cristo vence agora e vencerá depois.
2º domingo - Lc 9,28b-36 - A transfiguração de Jesus - Seu “êxodo” para a glorificação.
3º domingo - Lc 13,1-9 - As vítimas das catástrofes - Necessidade de conversão.
4º domingo - Lc 15,1-3.11-32 - A alegria do Pai na volta do filho pródigo.
5º domingo - Jo 8,1-11 - A mulher pecadora - A misericórdia do Pai.


O Tríduo Pascal

O sagrado Tríduo Pascal da Paixão e Ressurreição resplandece como ápice de todo o ano litúrgico. Portanto, a solenidade da Páscoa goza no ano litúrgico a mesma culminância do domingo em relação à semana.
A Vigília Pascal, na noite santa em que o Senhor ressuscitou, seja considerada a “mãe de todas as vigílias”, na qual a Igreja espera, velando, a ressurreição de Cristo, e a celebra nos sacramentos.
A vigília é o ponto alto do ano litúrgico.


Tempo da Páscoa

50 dias entre o domingo da Ressurreição e o domingo de Pentecostes sejam celebrados com alegria, como se fossem um só dia de festa, ou melhor, “como um grande domingo”.

Os domingos deste tempo são chamados, depois do domingo da Ressurreição, de II, III, IV, V, VI e VII domingos da Páscoa. O domingo de Pentecostes encerra este tempo sagrado de cinqüenta dias.

Os oito primeiros dias do tempo pascal formam a Oitava da Páscoa e são celebrados como solenidades do Senhor.

No quadragésimo dia depois da Páscoa celebra-se a Ascensão do Senhor. No entanto, no Brasil ela é transferida para o domingo seguinte, ocupando assim o VII domingo de Páscoa

As férias depois da Ascensão, até o sábado antes de Pentecostes inclusive, constituem uma preparação para a vinda do Espírito Santo Paráclito.

O Tempo Pascal, na liturgia, é fortemente marcado pela espiritualidade joanina, por ser
o evangelho de João considerado como “evangelho pascal”. Assim, aos domingos, com exceção do da Ascensão, o evangelho é de João, como será de João o evangelho dos dias de semana, exceto alguns dias da oitava da Páscoa, notando-se também que o evangelho de João já vinha sendo lido desde a quarta semana da Quaresma, nos dias de semana.
Além disso, para todos os domingos do Tempo Pascal, a segunda leitura será: para o ano A, a predominância de 1Pd; para o ano B, a predominância de 1Jo; e para o ano C, a predominância do Apocalipse.
Já a primeira leitura do Tempo Pascal é sempre dos Atos dos Apóstolos, confirmando o antigo uso então afirmado por São João Crisóstomo e por Santo Agostinho, e isto se observa tanto para aos domingos como para os dias de semana. Podemos dizer que na primeira leitura do Tempo Pascal, a Igreja conta e ouve a história de si mesma nos seus primórdios, como elemento edificante para a sua própria edificação.

Fontes:

- BERGAMINI, Augusto. CRISTO, FESTA DA IGREJA. O Ano Litúrgico, São Paulo:Paulinas, 1994.
-BUYST Ione, PREPARANDO A PÁSCOA. QUARESMA, TRÍDUO PASCAL, TEMPO PASCAL, Vozes: Petrópolis 1991.
-NOCENT Adrien, "A Quaresma", in: Matias Augé [et al.], O Ano Litúrgico: história, teologia e celebração ( Anámnesis 5), Paulinas, São Paulo 1991.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Se preparando para o ADVENTO!!!!!


Celebrando nosso advento
Por: Pe. Marcelo Fróes (Liturgista)

Só para recordarmos, o ano litúrgico é constituído de dois grandes ciclos: do Natal e o Pascal. Dentro destes ciclos temos os tempos litúrgicos. No Ciclo do Natal: Advento, Natal e Primeira Parte do Tempo Comum. No Ciclo Pascal: Quaresma, Páscoa e a Segunda Parte do Tempo Comum. É importante compreendermos também que no desenvolvimento do ano litúrgico percorremos o ciclo dos Anos A, B, C. Com este advento adentramos ao Ciclo do Ano C, onde se dá ênfase aos textos escritos pelo evangelista São Lucas.
Advento “Do Latim ADVENTUS. Antes de ser usada no cristianismo, significava duas coisas: 1) acreditava-se que a divindade vinha a seu templo uma vez por ano, num dia fixo, para visitar seus fiéis durante o culto e trazer-lhes salvação. Este dia era chamado adventus, “o dia da vinda”. Muitos templo só abriam suas portas naquele dia. 2) também a primeira visita oficial de uma pessoa importante para tomar posse e assumir o governo importante, era chamada de adventus.”
ADVENTO: Preparação para a vinda do Salvador Durante quatro semanas nos preparamos para a vinda do Salvador, para o dia da visita de Deus. Abrimos as portas do Templo do nosso coração para que Jesus possa tomar posse e habitar em nós. Jesus veio para assumir o governo do Reino de Deus.

Personagens de Destaque no Advento Dentro da pedagogia da Liturgia da Palavra do tempo do Advento, temos alguns personagens que nos ajudam a preparar a vinda do Salvador. São eles: ISAIAS, JOÃO BATISTA, MARIA.

Isaias vai denunciar as realidades injustas. Vai insistir no direito e na justiça, na defesa daqueles que eram excluídos da sociedade. Motiva o povo a não se envolver nas grandes brigas entre as potências da época, ou seja, a Síria e a Assíria.
João Batista é a voz que grita no deserto. Anuncia a vinda do Salvador e também prepara o caminho para que as pessoas possam acolher o Cordeiro de Deus. Mostra sobretudo a necessidade da conversão interna e externa.

Terceiro personagem é Maria. Ela nos ajuda a entender o tempo do Advento como uma “gestação”. Vamos gerando em nós a expectativa para acolher o Salvador, o Filho de Deus, que assume a condição humana. “Como qualquer mulher que está esperando um filho, também nós, a Igreja-Comunidade, não vemos a hora de o filho nascer e se manifestar no mundo” .
Vivendo a Espiritualidade do Tempo ao vivermos o tempo do Advento, a Igreja recomenda que devemos adentrar a espiritualidade para melhor compreendermos o significado daquilo que celebramos.
PARA TAL SEGUIMOS ALGUMAS ORIENTAÇÕES: OS INSTRUMENTOS MUSICAIS DEVEM SER UTILIZADOS COM MODERAÇÃO (sem bateria, só voz e violão ou teclado), bem como a ornamentação com flores do espaço celebrativo (procura ornamentar com plantas naturais), no terceiro Domingo pode-se utilizar o cor-de-rosa (Domingo Gaudete), podemos fazer uso da coroa do advento com flores naturais (e não de plástico), até o dia 16 de dezembro não são permitidas missas para diversas circunstâncias, votivas ou cotidianas pelos defuntos, a não ser que a utilidade pastoral o exija. As missas das memórias dos Santos podem ser celebradas. Valorizar a Campanha de Evangelização, utilizar respostas para as preces que expressem o desejo e a expectativa: “Vem, Senhor Jesus”. Utilizar a cor violácea (roxa). Não se canta o GLÓRIA. AS PALMAS E ANIMAÇÃO RITUAL FICAM PARA AS FESTAS NATALINAS.
A coroa do Advento Já faz parte do contexto celebrativo do Advento, a “Coroa do Advento”, que convida-nos a permanecer acordados, com nossas lâmpadas acesas, numa atitude crescente de vigilância, espera ativa e abertura ao Senhor que sempre vem. A cada Domingo, acende-se uma vela, retomando-se o costume judaico de celebrar a chegada da luz abrangendo toda a humanidade espalhada pelos quatro pontos cardeais.
Concluindo: ao celebrarmos o Advento, lembremo-nos que vivemos uma grande expectativa, seja ela de memória pela primeira e humilde vinda do Senhor em nossa carne mortal, seja de súplica em vista da última e gloriosa vinda de Cristo. Que ao experimentarmos este tempo, desejemos cada vez mais fazer das celebrações um reflexo daquilo que celebraremos na eternidade.
 Na Liturgia da Palavra - ANO C – Evangelista São Lucas (O teólogo da ALEGRIA):
1º domingo (Lc 21,25-28.34-36) - Vigilância para a vinda do Filho do Homem;
2º domingo ( Lc 3,1-6) - João Batista, o grande profeta - Sua vocação;
3º domingo (Lc 3,10-18) - João Batista prega em atos - O que é a conversão para todos;
4º domingo (Lc 1,39-45) - Maria visita Isabel - Nelas se encontram o Precursor e o Messias;
Um Santo Advento para todos!!!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Série: Liturgia


Homilia: um serviço à comunidade por meio da Liturgia da Palavra (I)

Caríssimos irmãos e irmãs continuando a síntese da nossa dissertação de mestrado, passo ao conhecimento de vocês alguns pontos importantes sobre homilética.
A Homilética está classificada como ciência litúrgica, ou seja, conhecimento e ensino da celebração litúrgica, com a sua teologia, a sua história, a sua pastoral – daquilo que é o ato mistérico da celebração.
A Homilia em si é o ato mistagógico da ciência litúrgica, pois, a mistagogia nos leva a uma conversão da interioridade, uma adesão existencial à pessoa de Jesus Cristo e não apenas intelectual ou moral. E esta adesão nos leva a uma atitude ética, um modo de vida de acordo com o evangelho de Jesus Cristo, ajudando os fiéis presentes a entrar no mistério da celebração eucarística. Por isso toda homilia também reflete no “Mistério Pascal” de Nosso Senhor.
A palavra “homilia” vem do grego (homileîn), que adotamos em nosso linguajar. Homileîn significa, basicamente, uma conversa familiar e espontânea, tecendo comentários em torno de alguma boa notícia que recebemos uma explicação da Palavra de Deus. Comenta-se a notícia, inclusive ressaltando o sentido e importância da mesma para a vida, bem como para a nossa postura frente à vida.
Na homilia, em que se reflete a Palavra ouvida, é também o Senhor que na voz do homiliasta nos explica as Escrituras (cf. Lc 24,27).
A homilia deve transpirar espiritualidade e mística, suscitando uma espontânea resposta da comunidade, em forma de profissão de fé, súplica, ação de graças, participação sacramental e compromisso cristão (creio, oração dos fiéis, Oração Eucarística e Louvação, Comunhão, Vivência da caridade...).
A Homilia não é Aula de: Religião, Teologia Sistemática ou Moral, Exegese, Formação Litúrgica, Pedagogia, Psicologia, Política ou Psicanálise. A homilia deve possuir em toda a sua essência um caráter: Memorial, Pascal, Narrativo, Orante, Trinitário, Profético e Celebrativo.
A homilia, por via de regra, é proferida pelo presidente da celebração, por outro sacerdote concelebrante e pelo diácono; nunca, porém, a um leigo (Cf. IGMR nº 66ª). Na Celebração da Palavra de Deus, após a proclamação do Santo Evangelho, o ministro leigo faz a explicação ou a partilha comunitária da Palavra, por sua vez, esta deve ser feita pelo presidente da celebração. O leigo pode ler a homilia escrita pelo bispo ou pelo pároco.
No próximo artigo, daremos algumas sugestões pedagógicas para uma boa homilia. Um abraço, Pe. Fróes.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Série: Direção Espiritual


Pergunta 1: Pe. Fróes, no filme Paixão de Cristo, o Diabo aparece transvestido de uma pessoa humana, na atual conjuntura isso pode acontecer? (C.A de São Gonçalo/ RJ)

Querida, C. o que podemos afirmar é que o diabo existe; o diz a Bíblia de várias maneiras. Desde quanto tempo ele exista não se pode dizer com precisão, pode-se dizer, todavia que existe antes do homem. Este ser malvado originariamente era uma santa criatura celestial, um anjo de luz, mas depois por causa da sua soberba se corrompeu e se tornou aquilo que é agora e com ele arrastou também anjos que são chamados "os seus anjos"ou demônios (cf. Ap. 12,7).
No livro do profeta Isaías há as seguintes palavras que se supõe se referem à origem do diabo: "Como caíste desde o céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste cortado por terra, tu que debilitavas as nações! E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, aos lados do norte. Subirei sobre as alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo’ (cf. Is. 14,12-14). Também no profeta Ezequiel há palavras que se supõe se referem ao mesmo acontecimento: "Assim diz o Senhor Deus: Tu eras o selo da medida, cheio de sabedoria e perfeito em formosura. Estiveste no Éden, jardim de Deus; de toda a pedra preciosa era a tua cobertura: sardônia, topázio, diamante, turquesa, ônix, jaspe, safira, carbúnculo, esmeralda e ouro; em ti se faziam os teus tambores e os teus pífaros; no dia em que foste criado foram preparados. Tu eras o querubim, ungido para cobrir, e te estabeleci; no monte santo de Deus estavas no meio das pedras afogueadas andavas. Perfeito eras os teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniquidade em ti" (cf. Ez. 28,11-15).
O diabo é chamado de várias maneiras, 'Satanás' que significa 'Adversário', a Antiga Serpente, o Acusador dos irmãos, o inimigo, o maligno, o tentador, o príncipe das potestades do ar, Belzebu que significa 'deus das moscas', 'príncipe dos demónios'. Como se pode ver, os seus nomes e sobrenomes confirmam que é um ser extremamente malvado e insidioso.
Entre as coisas malvadas que ele faz estão estas; mata, porque é homicida desde o princípio (cf. Jo 8,44) e de fato foi sob o seu impulso que Caim matou seu irmão Abel; diz mentiras porque é mentiroso e pai da mentira (cf. Jo 8,44); tenta, de fato tentou Jesus Cristo para que caísse em pecado sem, porém conseguir (cf. Mt. 4,1-11) e tenta cada um de nós para que façamos o mal (cf. 1 Pd. 5,8); tira a Palavra de Deus do coração dos homens que a ouvem para que não sejam salvos (cf. Mt. 13,19; Lucas 8,12); acusa os filhos de Deus (cf. Ap. 12,10); impede por vezes que irmãos se encontrem (cf. 1 Ts. 2,18); e por vezes com a permissão de Deus fere com a doença os crentes (cf. Jó 2,7).
Em virtude do sangue de Jesus Cristo derramado por ele sobre a cruz e em virtude da palavra do nosso testemunho também nós, como discípulos de Cristo, vencemos o diabo (cf. Ap. 12,11; 1 João. 2,14). Nós, pois, não o temamos. Quando nos ataca o enfrentemos com coragem, mas não com armas carnais, mas com as armas de Deus, com a segurança que conseguiremos através delas não cair vítimas de alguma das suas maquinações urdidas por ele contra nós filhos de Deus (cf. Ef. 6,10-18).
O diabo, embora tenha sido vencido por Cristo, está ainda livre de agir sobre a terra, o tempo em que ele será punido como merece ainda não chegou.
Quando pensamos no diabo na forma humana, vemos as maquinações diabólicas que os próprios homens arquitetam em torno de si e do seu próximo. É a violência causada pelos inúmeros seqüestros, assassinatos, carnificinas, drogas, prostituição, etc, tudo isso é uma forma humana do “diabo” se apresentar. Portanto, sejamos vigilantes.
A Jesus Cristo, vencedor sobre o diabo e destruidor de todas as suas obras, seja a glória agora e eternamente. Amém.

Série: Espiritualidade do Leigo

A Vida é uma Missão!

Certa vez um jovem chinês que morava nas montanhas foi para o norte guerrear por seu povo. Encontrou em seu caminho um velho sábio, que lhe perguntou: “Para onde vai meu jovem?” O jovem lhe respondeu: “Vou para a batalho do norte e vencer por meu povo”. O velho disse: “Como sabes que vais vencer?” O jovem respondeu: “Porque sou jovem, forte, rápido, saudável e me preparei durante muitos anos para esta batalha”. O velho lhe disse: “Você não vencerá!”. Retrucou o jovem: “Como sabes?” Respondeu o velho: “Você saberá em breve...” Você, amado, saberá ao final deste artigo!
A única esperança de glória que podemos ter é Cristo vivendo em nós, um dos nossos problemas é querer fazer a obra de Deus como subterfúgio para demonstração de nossas habilidades próprias, isso nunca vai dar certo. Cristo é para nós a esperança da glória (cf. Cl 1,27). Algo que precisa ficar inculcado em nós é o entendimento de que somos escravos de orelhas furadas conscientes de que o nosso Senhor é bom e somos todos dele, mas, o servimos de livre e espontânea vontade,porque ele respeita a nossa liberdade, mas é ele que deveria toma as rédeas da nossa vida.

“Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz, e me siga.” (cf. Lucas 9,23.)

Ir após Jesus implica em abnegação, Kenosis. Dizer não a nós mesmos é fruto de amadurecimento. Desde que nascemos somos ensinados a querer o controle, o lucro a direção de tudo. Queremos conquistar, alcançar, ter. Em certos aspectos temos sim que ser aguerridos, determinados para vencer batalhas derrubar gigantes... Porém nossa essência central deve ser um alma humilde rendida ao Espírito Santo, à vontade do Mestre não a nossa.
Jesus disse a respeito de João Batista, ele é o maior nascido de mulher (cf. Mt 11,11). Quem não deseja ter um currículo desse? Recomendado pelo Rei dos reis? O grande e eterno Jesus Cristo. Porém esse João fora o mesmo que disse:
“O qual vem após mim, do qual não sou digno de desatar-lhe as correia das sandálias.” (cf. João1,27.)
João não disse essa linda frase para impressionar ninguém, ele disse por que realmente não era digno de desatar a sandálias de Jesus, por isso foi exaltado pelo mestre, lembra da velha e atual regra? Aquele que se humilhar será exaltado (cf. Lc. 14,11), não aquele que for humilhado, e sim àquele que se humilhar. João foi forjado no deserto vivendo na escassez, se alimentando de gafanhotos e mel silvestre, uma admirável vida, exemplo prático do que é honrar a Cristo. Homem que viveu verdadeiramente com seu rosto ao chão, ante ao brilho inconfundível da luz de Deus.
Muitos de nós começamos com a motivação certa, desejando fazer para Deus, porém nos perdemos quando achamos que sabemos o caminho. Afinal nos preparamos, estudamos, vivenciamos, e agora podemos fazer. Jamais poderemos fazer alguma coisa para Deus, sempre ele fará por meio de nós. Nossa posição deve ser a de diminuir sempre para que Ele cresça em nós. Enquanto não entendermos isso, não passaremos de um isqueiro sem gás, tendo quase tudo para gerar fogo, faltando, entretanto, o principal que é o combustível, grande responsável pela combustão. Cristo é o gás, o combustível, ou seja, tudo de bom que há em nós. Quer saber porque o jovem chinês não venceu a batalha?
...Dias depois o jovem chinês voltou triste seu caminho e se deparou novamente com o velho sábio e disse: “Velho sábio, não venci a batalha”. O velho respondeu: “Realmente meu jovem você foi para o norte, porém a batalha era no sul, você tinha tudo para vencer, porém fora na direção errada”.
Muitos de nós somos como o jovem chinês: temos tudo para vencer, porém estamos caminhando na direção errada. Se não entregarmos a direção de nossa vida a Deus, correremos o sério risco de chegar a lugar nenhum, somente Ele, o grande Eu Sou (cf. Ex 3,14), pode nos conduzir na direção correta, realizando em nós e através de nós admiráveis obras; Como fizera na vida de João Batista.
Não se esqueça, nossa posição deve ser sempre a de dizer: importa que ele cresça e eu diminua (cf. Jo 3,30). Um abraço. Pe. Fróes.